“No amor da liberdade alheia.” Um trecho de Joaquim Nabuco, publicado em O Abolicionismo, em 1883, reaparece num cartaz da esquinaliberal. Pode ser baixado, impresso e compartilhado. Uma frase atravessa mais de um século e chega a outras conversas.

Na esquinaliberal, queremos pôr ideias em circulação e aproximar conversas que costumam acontecer separadas: entre países, gerações, disciplinas e modos de vida. O encontro com outras experiências pode revelar o que o nosso ambiente deixou de perceber. As convicções ficam sujeitas a novas perguntas. Vale correr esse risco.

O ponto de vista é liberal e cosmopolita. Defendemos a autonomia de cada pessoa para formar o próprio juízo e conduzir a própria vida. Essa liberdade vale também para quem vive longe, fala outra língua ou sustenta convicções que rejeitamos. A familiaridade facilita a simpatia. Os direitos precisam sobreviver ao estranhamento.

Julgamos as ideias pelos argumentos que as sustentam e pelas consequências que produzem. A origem importa para compreender o contexto. A autoridade de quem as formulou continua sujeita ao exame. A tradição liberal passa pelo mesmo critério: admirar um autor não nos obriga a defender seus erros.

Esse compromisso nos obriga quando a ideia alheia incomoda. Podemos contestá-la com firmeza. Quem a recebe tem o direito de formar o próprio juízo. A convicção de estar certo oferece uma justificativa frágil para impedir que os outros conheçam uma ideia.

Criamos cartazes, textos e objetos para que essas ideias encontrem diferentes lugares na vida cotidiana. Uma frase pode despertar a curiosidade; um texto precisa oferecer razões e espaço para a objeção. Respondemos pelo que publicamos e pelas referências que escolhemos. Corrigir nossos erros faz parte desse compromisso.

O próximo argumento pode ser melhor que o nosso.

Ideias em circulação.